22.3.08

É aqui!

Se vc já ouviu alguém dizer que Fernando de Noronha é o paraíso, não duvide. Noronha é muito mais do que isso! Não bastasse o mar límpido, as praias nativas e o sol que não cansa de brilhar, há o clima do lugar. E não estou falando em clima no sentido de tempo bom, chuva, nublado. Nada disso. O clima é algo que vc só descobre qdo chega lá. E não tenho nem como tentar explicar.











Foram só 4 dias, que deixaram um gostinho de quero mais. Mais uma semana, mais 10, 15 dias. Mais tempo pra curtir um forrozinho no Cachorro, descobrir mais lugares pra ver o pôr do sol, conhecer mais gente nativa da ilha e cruzar mais vezes com tartarugas, arraias e tubarões pelo mar do Atlântico.



São lugares assim que renovam a vontade de explorar novos cantos, conhecer gente que mora longe, outros hábitos e reviver sonhos e vontades que encontravam-se anestesiados com o frenesi da cidade grande.

Ainda vou morar numa praia distante, trabalhar numa lojinha de artesanato e assistir de longe os acontecimentos do mundo.

Quem fica parado é poste.
Pé na estrada! Sempre.

13.1.08

Fábio Jr não!

Depois de uma tarde inteira de tortura sonora vinda de um prédio vizinho, fica aqui meu protesto contra os aparelhos de videokê e os adeptos dessa famigerada engenhoca que faz a alegria de alguns bobo-alegres em detrimento do sossego de toda a vizinhança.

13.11.07

Zzzzzzz....

Pausa pra hibernação. Um dia eu volto, quem sabe.

24.10.07

The caos!











Eu tô aqui, sentada em frente ao computador de casa, às 11h da manhã. Sim, eu deveria estar no Centro, no trabalho, desde as 10h. Olho pela janela e um dilúvio cai lá fora. Na rua, os carros estão imóveis, ao som irritante de sirenes da polícia e apitos de guardas municipais que tentam, em vão, organizar o caos. Um pouco ao lado, o viaduto que dá acesso ao Rebouças está deserto, nenhuma alma viva.

É impressionante como o Rio de Janeiro se torna refém de um túnel. O Rebouças fechou e o Rio parou. E eu parei tb.

P.S.: Depois de lutar contra minha vontade, tentei ir trabalhar. Após uma hora dentro de um ônibus parado entre dois quarteirões da Voluntários, me ligam do MP dizendo pra eu ficar em casa. Meia-volta, volver. Ok, seja feita a sua vontade. Amém.

18.10.07

Pé na estrada


Saudade de pisar nessa joaninha e ter o dia livre pela frente pra sair em busca do desconhecido. :)

6.10.07

+ 24h

O tempo. Ah, o tempo! Essa abstração que cerceia vontades e não se multiplica na proporção do tanto de coisas que quero fazer. Queria eu poder estabelecer o quanto de horas um dia deveria ter. Sim, porque 24 é muito pouco. E as tais prioridades levam as amenidades pra mais tarde. Tenho reparado que as urgências são sempre coisas mais sérias. Trabalho, dinheiro, saúde. E o que fica pra depois é o bem viver. A viagem, o ar batendo no rosto, o suor da academia, o ócio produtivo, o mergulho num mar distante e a birita no fim de tarde num bar qualquer.

Plim! Hora de rever prioridades.

19.9.07

Osso duro de roer

Eu fiquei quietinha, só ouvindo comentários e deixando o povo falar. Bope pra lá, Bope pra cá, blá, blá, blá. Tb sucumbi ao piratão do Tropa de Elite, admito, mas por um minuto achei que o que assisti não foi exatamente o que quem começou o papo viu.

Que a polícia tá cheia de gente corrupta não é novidade. Assim como tem cidadão desonesto trabalhando em bancos, padarias, shopping centers e, pior, canetando no Judiciário. Mas o que me deixou intrigada é como, de uma hora pra outra, o Bope virou assunto pra tudo quanto é rodinha. E, apesar de compreensível, me perturba como esses caras de farda viraram uma espécie de heróis pra muita gente. Algo como a última ponta de esperança, diante da notória inércia e incompetência do poder público.

Tirando como exemplo o que ouvi no trabalho (de uma maneira geral de pessoas esclarecidas), me pareceu que tem gente que não achou nada anormal no treinamento desses homens e nos métodos usados pra conseguir informações, confissões ou seja lá o que for. O foco dos comentários não foi este. Forçaram uma barra pra me fazer enxergar quem era quem, mocinhos e bandidos. Desceu goela abaixo, sem nenhum convencimento.

Ok, falo isso porque, até agora, assisti a tudo à distância, nunca subi morro, nem me deparei com um fuzil apontado pra cabeça. Essa guerra civil carioca me cerceia, me faz ter medo de parar num sinal de trânsito, andar de ônibus, ter o preconceito de desconfiar de gente mal encarada e estar sempre alerta. E só. Não que isso seja pouco, é coisa pra cacete, mas pra quem mora no olho do furacão o buraco é muito mais embaixo.

Posso mesmo estar longe dessa realidade, mas minha utopia particular ainda diz que tá tudo errado. O sistema todo tá errado. O jeito das pessoas contando como o tal Matias detonou os miolos do traficantezinho me deixou perturbada. Menos com a violência da cena e muito mais com os olhos brilhantes e o sorrizinho de satisfação.

Enfim, definitivamente os valores estão distorcidos. Inclusive na mente de quem vê tudo isso e me vem com o primeiro comentário: "Cara, e o Wagner Moura, heim... Uau."